Seus passos estão sendo seguidos

Localização é uma pergunta que está sempre ligado a suas ações, como por exemplo, em um interrogatório policial. “Onde você estava às 3h22 da quarta-feira passada?” ou os pais perguntam “Onde e com quem você estava essa noite?”, o Quando? e Onde?, esses dois vetores determinam muito do nosso relacionamento com o resto do mundo.

Dependendo de onde estivermos, e em qual momento, muitas coisas podem acontecer em nossas vidas.

Os serviços tipo LBS (Location Base Service) estão apenas no começo. O mais tradicional é o FourSquare. É completamente manual: o usuário marca (ou não) sua presença em algum lugar. O FourSquare estimula concorrência entre os usuários. Quem frequentar mais um determinado lugar vira seu “prefeito”. Pode tirar foto do local, dar palpites sobre seus serviços. É um instrumento social.

O Google Latitude promete ser bem mais interessante. E controverso. O Latitude acompanha automaticamente  seu sinal — pelo celular ou pelo IP do computador. Você então se torna um espião de si mesmo. Registra seu deslocamento pelo quarteirão ou pelo mundo.

Tem mais. O usuário do Google Latitude pode acrescentar “amigos” e acompanhar suas movimentações. O Google ilustrou seu serviço com a ideia de colegas usando-o para marcar um encontro. A empresa juntou um grupo de funcionários em São Francisco que, de olho no celular, se desloca pelas ruas até formar a expressão “Hi, mom” (Oi, mãe).

Invasão de privacidade?

Minha impressão é de que as perspectivas desses mecanismos LBS são bem maiores do que juntar amigos no mesmo bairro. Essa é outra ponta de iceberg típica da internet. Temos acesso a uma tecnologia que até outro dia era restrita a militares e serviços de inteligência. Seu potencial para o cidadão comum ainda é desconhecido.

Provavelmente não é uma boa ideia que casais se controlem pelo Google Latitude. E com os filhos?. Num caso de emergência, um vai saber onde o outro está.

Penso em idosos sendo monitorados em seus passeios. Em crianças naquela fase aflitiva em que começam a sair de casa. Em viagens que envolvam a coordenação de mais um veículo. Ou em complexas operações de salvamento durante um terremoto. Ações comerciais, maratonas, experimentos científicos — é só imaginar.

O que você acha que a tecnologia de localização pode fazer em sua vida, comente!

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