Como nosso cérebro decide qual conteúdo compartilhar

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O clique no botão compartilhar nas redes sociais é motivado por uma emoção. Quando você quer mostrar algo para outras pessoas, você quer que elas sintam o que você sentiu. Mas quais são essas emoções?

O The Next Web fez um texto bem interessante, mostrando como o nosso comportamento online se relaciona com as nossas principais emoções. Segundo um último estudo, o cérebro humano se baseia em 4 principais emoções: felicidade, tristeza, medo/surpresa e raiva/nojo. Todas as outras emoções são uma mistura dessas.

A felicidade nos faz compartilhar
Sabe aquela frase que a “felicidade só é verdadeira quando compartilhada”? Bem, ela pode ser brega, mas é verdadeira. O psicanalista Donald Winnicott descobriu que a nossa primeira ação emocional na vida é responder ao sorriso de nossa mãe com um sorriso nosso.

Então, apesar da gente às vezes achar que desgraça se espalha mais rápido, quando o conteúdo traz esse conceito de felicidade, é a emoção mais compartilhável. Tanto que as boas notícias se espalham mais rapidamente no Twitter e no Facebook.

Jonah Berger , professor de marketing da Universidade de Wharton School da Pensilvânia, fez uma análise de mais de 7 mil artigos do New York Times pra determinar o que faziam os mais compartilhados por e-mail tão especiais. O que ele descobriu? Que quanto mais positiva a matéria era, mais provável era que ela se tornasse viral.

Abigail Posner, do Google, descreveu essa vontade de compartilhar como “troca de energia”. “Quando vemos uma imagem que nos anima, nós a enviamos para as pessoas para dar-lhes um pouco de energia“, diz.

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Tristeza nos ajuda a conectar e a ter empatia
E quando você vê uma notícia ruim? Sabe aquele post bad? Aquela história mega triste que todo mundo faz questão de compartilhar? Então, Paul Zak fez um estudo pra entender qual é o sentimento que esse tipo de vídeo emana.

Ele fez um grupo ver uma história triste de um garoto com câncer. Eles foram assistindo à história e produziram cortisol, conhecido como o “hormônio do estresse”; e oxitocina, um hormônio que promove a ligação e empatia. Mais tarde, quem produziu mais oxitocina foram os mais propensos a fazer caridades.

Ou seja, quando vemos esse tipo de conteúdo na timeline, a nossa empatia aumenta. Essa oxitocina pode nos tornar mais generosos ou confiantes.

Medo: precisamos compartilhar com alguém. Até com marcas.
Um estudo publicado no Journal of Consumer Research demonstrou que os consumidores que tiveram medo enquanto assistiam a um filme sentiam uma maior ligação com uma marca presente do que aqueles que assistiram a filmes que evocam outras emoções, como felicidade, tristeza ou emoção.

Quando estamos com medo, precisamos compartilhar a experiência com os outros – e se ninguém está por perto, até mesmo uma marca pode fazer isso.

Raiva e nojo nos tornam teimosos
O hipotálamo é responsável por raiva, fome, sede, dor e satisfação sexual. Caraca, que confusão. Então, a raiva, além de poder gerar atitudes como agressão verbal ou física, pode gerar uma teimosia online. É o que diz um recente estudo da Universidade de Wisconsin.

Nesse estudo, dois grupos foram ler um texto sobre nanotecnologia e seus riscos e benefícios. O texto era igual para todos, mas os comentários eram diferentes. Um grupo lidava com comentários decentes, normais e o outro lidava com comentários que envolviam xingamentos e palavrões, que induziam a raiva — tipo os comentaristas de portal mesmo.

O resultado foi que as pessoas que tiveram acesso aos comentários raivosos se tornaram mais teimosas em relação a sua opinião sobre nanotecnologia. É bem interessante isso, já que se aplica muito nas redes sociais e nas eleições. Quando mais posts agressivos você vê em relação aos candidatos, mais certo e teimoso você fica da sua convicção. Tudo a ver, né?

A emoção e o conteúdo
O foco do texto do The Next Web é em marketing, mas na maioria dos aspectos ele pode ser associado ao conteúdo. As emoções são extremamente importantes pra se entender os motivos de compartilhamento de um post ou do outro. Abigail Posner, do Google, definiu isso tudo com uma frase:

“Quando compartilhamos um vídeo ou uma imagem, não estamos apenas compartilhando conteúdo, estamos compartilhando a emoção que aquele conteúdo gera na gente”

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